segunda-feira, 9 de março de 2009

verborreia / escritorreia

Há mesmo dias em que sofro de verborreia... por isso hoje parece-me que a vou transpor em escritorreia.

Que se lixe quem não quer ler! Não obrigo ninguém a ler. Lê quem quer!

Hoje, neste dia em que declarei as minhas obsessões ao mundo da blogoesfera, também me apetece declarar que o Ser Humano é, por norma, parvo! Qualquer que seja o seu género, cultura, idade, meio social, não interessa para o caso - a partir do momento que é um Ser Humano é parvo e pronto.

1- Tem a incrível capacidade de ser masoquista.
2- Adora ser masoquista.
3- Sabe que é masoquista e não se chateia por aí além.
4- Ouve irrepetidamente diálogos parvos e masoquistas.
5- E, Graças a Deus, ama ser masoquista.

E eu pergunto-me:

1- O masoquismo dói mais que três aparelhos na boca ao mesmo tempo?!
Sim, dói.
2- Se dói mais que três aparelhos ao mesmo tempo porque raio é que se é masoquista?
3- Sabe, dói-lhe horrores, mesmo assim não luta contra a corrente do masoquismo! Porquê?!
4- Só mudam as personagens, os diálogos são, por norma, os mesmos! Então para que é que se conversa?!
5- Ama?! Será que é esse mesmo o sentimento que se tem quando se é masoquista? Amor?

E, adivinhem só! Não tenho nenhuma resposta que satisfaça os meus desejos de resposta. Nem uma que se assemelhe a alguma coisa parecida com resposta.

E neste meu exercício de escritorreia eis que me surge uma musiquinha cantarolada por algum poeta da música que diz qualquer coisa sobre caminhos (des)cruzados. E eu volto a questionar-me sobre as relações humanas e as suas teias masoquistas.

A única coisa que me descansa nesta 2ª feira interminável é que eu sei que neste jogo de masoquismo há sempre alguém que tem o discernimento de ser um bocadinho menos masoquista que o resto da manada.

Espero um dia, ser eu essa pessoa menos masoquista. Para já, vou desligar este poeta da música que me está a consumir os ouvidos. Depois talvez vá passear por entre as ruas da cidade... quem sabe se não esqueço o normal e as suas parvas regras e me ponho por aí aos abraços?

Talvez faça isso mesmo! Vou transportar a minha escritorreia para abraçorreia. Espero que ninguém me ache louca.

Ou se calhar até sou mesmo louca!

E daí?

Indiferente!

'Tenho a minha loucura e ergo-a como um faixo na noite escura'



Só não sei porque é que esta escritorreia não me larga de vez!
Porque hoje, dia 9 de Março de 2009 tenho que dizer ao mundo que aqui e agora

ODEIO AS RELAÇÕES HUMANAS
SOU APAIXONADA PELA VIDA
ADORO TER ESCRITORREIAS QUE IRRITAM OS VISITANTES DO MEU BLOG
ADORO ESCREVER MAIS RÁPIDO QUE O PENSAMENTO


É sinal que as minhas mãos sabem mais de mim do que a minha cabeça e subitamente as coisas quando são ditas perdem o seu cunho de segredo! E como é bom não ter segredos! Melhor ainda é poder sentir-me muito mais leve agora.

Vou calar de vez este poeta da música.
Vou passear de vez pelas ruas.
Vou deixar que o meu pássaro ganhe asas e voe para bem longe do planeta masoquista.
Ainda há mais uma coisa que gostava de deixar claro nesta segunda-feira do mês de Março:

amo receber comentários... mas dá para não serem anónimos, sff?

Março - mês de obsessões

Não creio que seja uma pessoa de obsessões, acho mesmo que nunca tive uma verdadeiramente!

Por isso mesmo, este mês de Março de 2009, declaro perante os leitores de Estilhaços Salmantinos que, desenvolvi duas obsessões:

Mr Big

and Mr not so Big.


Agora sim!!! Sou uma obsessiva digna de desse nome.

Amendoeiras em flor

Regressei ontem de Zamora. Apaixonei-me pela cidade, pelas suas ruas, as suas cores as suas amendoeiras em flor. Deitei-me na relva à beira Douro e lembrei-me das tantas e tantas vezes que me deitei à beira do Sado.
Há qualquer coisa nas beiras dos rios que me deixam tranquila.

Partimos na 6ª feira, música aos berros e uma pequena malinha! Em 50 minutos abriu-se uma nova cidade e novas caras. Procuramos instalações para nos quedarmos tranquilinhas... os primeiros hostais que visitamos metiam o seu medo: Hostal Chiqui – de repente estávamos numa daquelas casas de velhotas cheias de biblots, a cheirarem a hospital e com umas camas ‘muy anchas, como no van a encontrar en Zamora, sí se quedaren por más que una noche pido a mi hija para hacer ...’ – já não ouvi mais, o cheiro incomodava-me em demasia. Segundo hostal: Hostal Luz - ok, desta vez estamos nuns balneários e ninguém me disse, cheira a cloro, as paredes são tão brancas que ofuscam e a senhora é uma besta mal criada... prosseguimos caminho, depois de algumas tentativas encontrámos o Parador. FRUTA A MAIS PARA AS PEQUENAS CHICAS DE ERASMUS... e lá fomos nós já meias desapontadas com os hotais que não eram o que esperávamos. E eis que!!! HOSTAL SIGLO XX!!! Um mimo de quarto, um mimo de senhora, um mimo de cheiro e um mimo de preço! É aqui!!!

E foi ali mesmo que pernoitamos as duas noites em Zamora. Na primeira demos uma volta de reconhecimento e jantamos lindamente num barzinho de Sidra, fomos beber um copo a um bar giríssimo em que a pista de dança era uma recriação de gruta... o cansaço venceu-nos e recolhemos ao siglo XX para dormir.
Sábado foi dia de morangos comidos no mercados de abastos, dar a volta à cidade, visitar as mil e setecentas igrejas que Zamora tem, sentirmo-nos em harmonia com a sua arquitectura do séc XII/XIII, calcurrear todas as ruas possíveis e deleitarmo-nos com a luz da cidade. Entre o Museu da Semana Santa e uns postais escritos ao sol do fim da tarde íamos a caminho do hostal e passou por nós um desfile de motas. Foi ouro para os meus olhos!

As sirenes dos batedores a abrirem caminho traziam atrás de si o maior dos desfiles de motas jamais vislumbrado pela minha pessoa. Uma delas (a do campeão do mundo de qualquer coisa) era uma junção de carrinho de choque, com nave espacial fazendo uma ode a um casino, das suas colunas saía uma música que inundava a Plaza Mayor de Zamora. Gostaria de ter tirado umas fotografias para mostrar aos interessados, mas a máquina ficou sem bateria a meio da tarde!

Jantámos arroz à Zamorana e fomos directas para a cama, o dia tinha sido longo, com muita caminhada e no Domingo havia que visitar a Catedral e o Museu. Assim foi – o Museu é pouco digno de ser chamado Museu, a Catedral é lindíssima, diferente do que já vi e como estava a decorrer a missa havia uma evolvência ainda mais sagrada.

A missa em Espanhol tem qualquer coisa ainda mais transcendente que em Português. Acho que é pela força da língua e a musicalidade estrondosa que ela tem. Como era o dia da mulher o Sr Padre falou um pouco das mulheres de todo o mundo e eu viajei até ao Brasil... quando regressei a conversa estava no amor que as mulheres podem dar tão incondicionalmente e aí pensei ‘Mas que raio!!! Este gajo persegue-me?’ – tempo para sair e me perder em considerações sobre o amor e as relações humanas enquanto regressava ao centro da cidade e me encaminhava o mais lentamente possível para o carro.

Tempo de regressar a casa e deixar que Zamora fique comigo por muitos e bons anos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sex in the City

o novo vicio viciante do chalet! bolas!!! como eu tenho uma relação de amor-ódio com series!

segunda-feira, 2 de março de 2009







há coisas paras as quais as palavras se tornam vazias...








domingo, 1 de março de 2009

ignorância

hoje estou deveras irritada com a porcaria do blog... não me aptece (des)escrever o fim-de-semana. foi demasiado especial, foi bom demais... limitar-me-ia a colocar algumas fotografias se a internet, juntamente com o blog e a minha não sabedoria informática mo permitissem. hoje - odeio estes estilhaços que pela inantigibilidade das palavras não me deixam dizer que fui e sou feliz em Salamanca.



este fim-de-semana tive visitas muito especiais. Tio Rebola, Kiko e Konxinha - obrigada!



este fim-de-semana tive amigos portugueses a bailar comigo. Paulinha, Kiki, Puga e Ana - obrigada!



este fim-de-semana desgraçou a minha dieta. Gin, pão, arroz - obrigada!



este fim-de-semana, mais um fim-de-semana, em que a vida me mostra que há coisas que me fogem das mãos - maldita internet e maldito blog que não me deixa, simplesmente, pôr fotografias em vez de aglomerados de palavras.